Volta Redonda tem atendimento especializado para Autistas

VOLTA REDONDA
Foto: Divulgação

Para lembrar o Dia Mundial de Sensibilização para o Autismo, celebrado ontem, dia 02 de abril, funcionários da unidade participaram do I Seminário Rio TEAMA: Autismo tem Tratamento. O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos autistas e seus familiares. A capacitação será nos dias 04 e 05 de abril, quarta e quinta-feira, das 9h às 18h, no Auditório do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Hoje, cerca de 200 autistas são assistidos no CER III por equipe multidisciplinar composta por médico pediatra e neuropediatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo e terapeuta ocupacional.

De acordo com o secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, o município conta com uma rede completa de assistência à saúde, incluindo os autistas. E a capacitação dos funcionários é uma marca da nova gestão municipal para garantir atendimento de excelência à população. “Os autistas não poderiam ficar sem o atendimento especializado a que têm direito. Tanto no CER III como nos CAPS, os autistas são assistidos por equipe multidisciplinar que promove melhora global na qualidade de vida”, afirmou.

O CAPS do Jardim Belvedere, que fica na Avenida Álimo Antônio Francisco, nº 243, é referência para autistas adultos. A equipe multidisciplinar formada por fonoaudiólogo, psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, técnico de enfermagem e cuidadores garantem atendimento integral.

A unidade funciona com demanda espontânea, a população pode procurar a unidade diretamente, ou por indicação das Unidades Básicas de Saúde e SPA (Serviço de Pronto Atendimento) Aterrado.

No CAPSi, que está na Avenida Amazonas, nº 175, na Vila Mury, o atendimento é voltado para crianças e adolescentes de 0 a 18 anos incompletos, com transtornos mentais graves e persistentes, e todo aquele que por sua condição psíquica se encontra impossibilitado de manter laços sociais ou esteja prestes a rompê-los. O atendimento nos CAPS é de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.

Conscientização

Em Volta Redonda as pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA), recebem apoio e tratamento o ano todo. A cidade possui uma ampla rede de atendimento aos autistas e abriga duas escolas especializadas, a Escola Especializada Dayse Mansur da Costa Lima, que fica no bairro Jardim Paraíba, e atende a 77 alunos, com idade até 16 anos. E o Sítio Escola Municipal Espaço de Integração do Autista Thereza Chicarino Aguiar de Carvalho, que atualmente atende a 83 alunos.

Para lembrar a data alunos do SEMEIA (Sítio Escola Municipal Espaço de Integração do Autista Thereza Aguiar Chicarino de Carvalho) fizeram uma panfletagem na Praça Brasil, na Vila Santa Cecília, para informar as pessoas sobre essa síndrome, tentando despertar ações que melhorem a qualidade de vidas dos autistas.

De acordo com a diretora do SEMEIA, Lucia Regina Cruz, a incidência de nascidos com essa síndrome está aumentando. “Hoje de 68 crianças, uma tem a síndrome. Nós fazemos um trabalho pedagógico e são oferecidas várias atividades onde eles possam estar desenvolvendo o convívio e sendo incluídos”, contou a diretora.

A mãe de uma estudante do SEMEIA, Míriam Duque, contou que ter escolas públicas especializadas ajudou muito no desenvolvimento da filha. “Ela entrou no Dayse Mansur aos sete anos e agora estuda no SEMEIA. Toda a evolução que eu consegui dela foi através da escola especializada. Porque não só a parte pedagógica que eles trabalham, tem também o convívio social que foi muito importante para minha filha”, destacou Míriam.

Para o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, ter uma rede de apoio para as pessoas com necessidades especiais é fundamental para o desenvolvimento delas. “Nas escolas elas recebem estímulos para o desenvolvimento do seu potencial, respeitando suas questões específicas. A partir desse trabalho conjunto pode ser oferecido a eles meios de inclusão social”, disse o prefeito.

Na Rede Municipal de Saúde, os autistas são assistidos no CER III (Centro Especializado em Reabilitação), que funciona no Estádio Raulino de Oliveira, no Jardim Paraíba; no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) do Jardim Belvedere; e no CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil), na Vila Mury.

O CER III (Centro Especializado em Reabilitação) Física, Intelectual e Visual, que fica no Estádio Raulino de Oliveira, Rua 545, s/nº, no Jardim Paraíba, atende a crianças e adolescentes com TEA (Transtorno do Espectro Autista) até os 14 anos. A unidade funciona de segunda à sexta-feira, das 7h às 18h, e recebe pacientes referenciados pelas Unidades Básicas de Saúde.

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