Vítima de bala perdida em Nova Iguaçu não sabe de morte de bebê prematuro

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Ainda em estado grave no CTI do Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a paciente Michele dos Santos, de 25 anos, baleada na última quinta-feira, em Cabuçu, quando voltava de uma consulta médica, não sabe que perdeu a criança que esperava. A menina, que tinha 27 semanas e nasceu prematura, com apenas 1,03 kg, não resistiu e morreu sábado na Maternidade Mariana Bulhões.

Nesta segunda-feira, a bebê precisou ser registrada para que fosse dada entrada na certidão de óbito e liberação do corpo. O nome dado foi Manoela Vitória.

— Ela ganhou esse nome porque foi uma guerreira. Não sobreviveu, mas foi vitoriosa. Para minha filha, digo que a criança está bem, porque não posso falar a verdade com ela internada. Ela tem que ter forças para criar a outra filha de 3 anos — disse a mãe de Michele.

A paciente também não sabe que pode ficar paraplégica. Ela continua sem sentir os movimentos da perna. Segundo a direção do Hospital da Posse, “há suspeita de paraplegia, devido a uma lesão na medula causada pelo tiro, mas ainda é cedo para dizer se a paciente vai conseguir recuperar os movimentos nas pernas. É preciso esperar alguns dias, ou até meses para saber se ela vai conseguir voltar ao normal.”

Michele foi baleada no tórax. Ela foi socorrida por uma vizinha para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cabuçu e, em seguida, transferida para o Hospital da Posse, onde foi feito o parto de emergência. Apesar de todos os esforços, a criança morreu 48 horas depois.

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