Traficantes se aliam à milícia para garantir venda de drogas em favela do Rio

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Traficantes de drogas estão se unindo a milicianos para manter a rentabilidade da venda de drogas na cidade do Rio. A informação é do promotor Luiz Ayres.
De acordo com o promotor, as milícias garantem o controle do território com a utilização de armas e assim, evitar a invasão de facções rivais. Ao mesmo tempo, sob a proteção da milícia, os traficantes se sentem livres para vender a cocaína nas comunidades.
“A realidade é que ninguém vai abrir mão, nenhuma organização criminosa, vai abrir mão da rentabilidade das drogas. E a milícia não seria diferente. A grande questão é eles agem de uma forma muito mais, eles agem de uma forma diferente dos traficantes tradicionais. Eles não aparecem. Porque uma das diretrizes da milícia é agir nas sombras. Agir sem deixar rastros. E eles estão fazendo isso em relação as drogas”, afirmou o promotor Luiz Ayres.
Ainda de acordo com o promotor, não há registro que a milícia está vendendo drogas, mas uma associação entre milicianos e traficantes existe. Um percentual obtido com o comércio de cocaína é repassada à milícia.
A integração entre milicianos e traficantes não exclui a atuação da milícia em outras áreas da cidade. De acordo com a polícia, essas quadrilhas exploram a venda de água, de botijões de gás e o transporte alternativo.
“É o Império do medo. O medo predomina assutadoramente entre os moradores e os comerciantes. Todo mundo tem medo. Medo de falar, medo de agir, medo de denunciar principalmente”, conta um morador que pediu para não ser identificado.
Na cidade do Rio, 2 milhões de pessoas vivem em áreas dominadas por milicianos.

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