Segurança cria Giosp contra o crime

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A Secretaria de Segurança Pública anunciou ontem a criação do Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (Giosp) para combater o crime, e principalmente o tráfico de armas, no Rio. O núcleo vai funcionar no Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova, na Zona Norte do Rio, e será feita sem nenhum recurso a mais para o Governo do Estado, com a integração das polícias Civil e Militar.

O secretário de Segurança, Roberto Sá, detalhou o plano ao lado do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias; e do chefe de Polícia Civil, Carlos Leba. O governo federal foi convidado para fazer parte dessa estrutura. “Estamos em um estado que apreende, no mínimo, 20 armas de fogo por dia há 15 anos. Não é trivial. Infelizmente, temos uma sociedade muito violenta e muito armada”, afirmou Sá.

Foi criado também a Delegacia Especializada em Armas Munições e Explosivos (Desarme), que vai investigar o aumento de armas de fogo de longo alcance. Sá disse querer acabar com a “lógica expansionista de facções criminosas e o carácter extremamente bélico com que elas atuam”.

Segundo o chefe de Polícia Civil, Carlos Leba, a Desarme deve estar pronta para funcionar em dez dias. A estrutura deve ficar na Cidade da Polícia, na Zona Norte, e atuar em conjunto com órgãos nacionais e internacionais.

A criação da delegacia foi anunciada em conjunto com o detalhamento das ações do Giosp, que foi criado em uma resolução publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira.

O grupo deve se dedicar a produzir análises que qualifiquem o combate “ao que transcende a violência urbana no Rio de Janeiro”, segundo o secretário. Seu foco será o tráfico de armas pesadas, a lógica expansionista de organizações criminosas e o domínio territorial que elas mantêm em partes do estado.

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