Sargento da Marinha ejacula em mulher dentro de ônibus

Importunação

José Carlos Vidal foi preso em flagrante/Reprodução 

Um 3º sargento da Marinha José Carlos Vidal Ferreira, de 34 anos, foi preso em flagrante, na manhã de ontem, depois de ejacular no braço de uma mulher dentro de um ônibus na BR-101, na altura de Neves, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.
O caso aconteceu por volta das 7h10 de ontem dentro de um ônibus que faz a linha Trindade (São Gonçalo)-Niterói.
A vítima, identificada como Priscila Trindade Alcântara, 32, contou que seguia para o trabalho quando entrou no ônibus lotado e o homem estava sentado e cedeu o lugar para ela.
Servidora pública, ela contou que ele ficou em pé do seu lado e percebeu que estava com o pênis ereto encostando nela. Ela pegou o celular para filmar e o militar se afastou, revelando a calça já ejaculada. A vítima gritou por socorro e contou com a ajuda de passageiros, que contiveram o assediador e chamaram policiais militares baseados na rodovia, que o prenderam.
Revoltada, ela desabafou: “Isso acontece diariamente, infelizmente, me senti muito mal, não tem como ficar bem. Mas não vou me calar, porque isso é inadmissível. Meu corpo não é público, não é objeto sexual. As mulheres não devem se calar, não podem tolerar isso. Espero por justiça, que ele pague por isso. Que outras vítimas o reconheçam e denunciem”, disse.

Só falaria em juízo
O militar da Marinha foi levado para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de São Gonçalo e autuado em flagrante por importunação sexual. Ele se recusou a prestar depoimento e disse que só falaria em juízo mas, informalmente, contou que “era a primeira vez que fazia isso”. A vítima também prestou depoimento na delegacia.
A pena de importunação sexual, prevista na lei 13.718, de setembro de 2018, é de um a cinco anos de prisão. “Antes, os abusadores saíam pela porta da frente da delegacia, agora isso mudou”, disse a delegada Débora Rodrigues, da Deam.

O abusador passará por uma audiência de custódia, que decidirá se ele permanece preso ou responderá pelo crime em liberdade. A chefe da Deam de São Gonçalo disse que a Marinha do Brasil já foi comunicada do crime envolvendo o sargento. Procurada, a Força Armada ainda não se pronunciou.

Fonte: G1 

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