RJ vive epidemia de chikungunya, afirma Fiocruz

Mosquito

O Estado do Rio de Janeiro já conta com 37 mil casos de chikungunya registrados até outubro, o que caracteriza uma
epidemia, segundo informou ontem o infectologista e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratório de Referência da
Fundação Oswaldo Cruz, Rivaldo Venâncio da Cunha.
O infectologista destacou que “principalmente se levarmos em consideração que para cada caso notificado há, em média, dois casos não registrados. A chikungunya é uma doença nova e está chegando com força no Sudeste, onde as pessoas ainda não tiveram contato com a doença e portanto, não têm anticorpos”.

Casos vai aumentar
Até outubro foram registrados, em média, 120 casos de chikungunya por dia no estado do Rio de Janeiro. Número muito maior que o registrado no mesmo período de 2017, quando foram registradas 4.825 ocorrências. Segundo o infectologista é certo que o número de casos vai aumentar neste verão porque há muito mosquito Aedes aegypti circulando no estado. E por isso, os desafios para combater a proliferação do mosquito vai além das ações de saúde.
“Além das ações do setor de saúde de buscar uma vacina e criar mosquitos estéreis, geneticamente modificados, e dos
moradores, de evitar água parada em casa, os maiores desafios são a deficiência da coleta de lixo urbano, que deixa
resíduos sólidos que acumulam água da chuva nas ruas, o abastecimento de água irregular, que faz com que moradores
acumulem água em recipientes inadequados e sem vedação, e a violência urbana que impede ações de saúde em áreas de
risco”, detalhou Cunha.

Dificuldade para os profissionais
Ainda de acordo com o especialista, além de ser uma doença nova, e que por isso de grande dificuldade para os profissionais
de saúde que não têm a prática em seu tratamento, a chikungunya pode ser fatal para grupos de pessoas mais vulneráveis,
como idosos e recém-nascidos. Embora os números sejam bem baixos – um óbito para cada mil casos registrados – a
doença causa descompensação em pessoas que tenham outras enfermidades, como diabetes, hipertensão e doenças
autoimunes.

 

Fonte: G1

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