RJ registra segunda morte de PM em Japeri

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Os soldados Miqueias (acima) e Daniel são os primeiros PMs mortos neste ano/Reprodução/Facebook

O soldado da Polícia Militar Miqueias Marinho Ribeiro, de 31 anos, lotado no 16º Batalhão (Olaria), foi morto na manhã de ontem na porta da casa de seu pai, em Japeri. A vítima foi atingida por vários tiros quando se preparava para sair do carro. Ele chegou a ser levado pelo pai para a policlínica Itália Franco, que fica no município, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o pai do PM, ao ouvir os disparos, imediatamente correu para socorrer o filho, mas Ribeiro já deu entrada na unidade de saúde em óbito. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada para investigar o caso. Horas após o crime, o governador Wilson Witzel, disse que a morte do militar tem motivação passional. A declaração foi dada após a posse do novo defensor público-geral do estado, Rodrigo Baptista Pacheco.
“Foi apurado que o motivo do crime foi passional, uma questão envolvendo a ex-mulher, mas já temos a identificação prévia de quem foi o autor do crime, e a polícia está trabalhando para prender”, disse Witzel à imprensa. O soldado era atualmente casado e tinha um filho.

Segundo agente morto neste ano
Ribeiro é o segundo policial morto este ano no estado. Na noite do último sábado, o soldado PM Daniel Henrique Mariotti, de 30 anos, lotado no 22º BPM (Maré), foi baleado por criminosos na cabeça ao tentar evitar um roubo na Linha Amarela, na altura da Avenida dos Democráticos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio.
O Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 5 mil quem ajudar com informações que possam levar à identificação e localização dos envolvidos na morte de Mariotti. Ele estava em uma moto da PM quando foi atingido. Mariotti chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso e passou por cirurgia, mas não resistiu.
O governador criticou que o agente estivesse sozinho na motocicleta, quando foi atingido na cabeça e prometeu duras ações em resposta à morte de qualquer cidadão. Durante o enterro do militar, na tarde de domingo, no Jardim da Saudade de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Witzel mandou um recado para a bandidagem: “Vamos agir sim, cada vez mais coordenado para aniquilar e asfixiar as organizações criminosas. O Estado é mais forte que eles”.
Em 2018, foram 123 agentes de segurança mortos, segundo a polícia. A conta inclui policiais civis e militares, agentes penitenciários, da PF, da PRF e das Forças Armadas, guardas municipais e bombeiros.

 

Fonte: G1

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