Rei do Petisco: Arapuca da morte

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O estabelecimento é alvo de diversas denúncias como venda de bebidas alcoólicsa para menores de idade

Ninguém espera ir a uma balada e depois terminar a noite numa delegacia de polícia. O fato pode ocorrer com qualquer pessoa e abalar o psicológico da vítima. Na noite do último domingo, um médico recém-formado, e que pediu para não ser identificado, teve uma arma apontada para o rosto durante uma confusão, na qual ele não tinha envolvimento, no Rei do Petisco Lounge, no Centro de Nova Iguaçu. Por pouco, o jovem não foi covardemente assassinado.
O autor da agressão foi justamente alguém que recebeu treinamento para proteger o cidadão e não agir com violência, dando péssimo exemplo para o cidadão: um policial militar. De acordo com testemunhas, o agente da lei, que seria cliente do referido estabelecimento, teria ficado alterado após ser xingado e empurrado por alguém que não foi identificado. Imediatamente, o PM foi até o segundo piso da casa e pegou sua arma que estava no setor de acautelamento.

Arma em punho
Ainda segundo testemunhas, ao descer para a área de clientes, já com a arma em punho o militar foi em direção ao médico, que estava acompanhado de amigos, e gritado: “Eu vou te matar”. Nesse momento algumas pessoas gritavam para ele parar porque o médico não tinha nada a ver com a confusão.
O médico precisou sair do local às pressas por medo de ser morto e foi a uma delegacia de polícia onde registrou queixa contra o suspeito. “O policial mostrou ser um desequilibrado. Devia estar sob efeito de álcool já que não reconhece a pessoa que começou a confusão”, disse uma cliente que presenciou tudo.

Diego Fernandes, que é PM, estava bêbado durante a confusão

Policial irresponsável e desequilibrado
Um policial que se preza, o que não é o caso do agente Diego Ferandes (foto), não se envolve em briga de bar e também não leva soco na cara. O militar, com aparente sinal de embriaguês e mentalmente desequilibrado, se apropria da arma que estava acautelada e tenta atirar no primeiro que encontra.
Tal atitude precisa ser analisada por especialistas da área de segurança sobre a necessidade de manter policiais com desvio de conduta dentro da corporação, uma vez que se transforma em ameaça para a sociedade.

Casa pode responder por várias irregularidades
Os proprietários do Rei do Petisco podem ser responsabilizados pelo episódio que quase terminou em tragédia. Localizada na Travessa Oliveira, nº 64, o estabelecimento tem sido alvo de denúncias anônimas relacionadas a diversas irregularidades. Uma das quais está no fato do acautelamento das armas de clientes ser feito por um funcionário sem preparo para lidar com situações de crise, como uma briga por exemplo. No caso do médico, a arma do PM não deveria ter sido entregue se houvesse sinais de embriaguez e possível confusão no recinto.
Outra denúncia grave aponta que o Rei do Petisco, que estão sendo identificados, estaria infringindo a faixa de classificação etária, permitindo o acesso de menores de idade no seu interior e venda de bebidas alcoólicas para adolescentes. Na página do Facebook, uma galeria de fotos mostram como são tratadas as frequentadoras, muitas bem jovens, em eventos como a ‘Noite das Meninas’.
Nas imagens, o bartender da casa (profissional que mistura e serve bebidas) serve as clientes com garrafas de destilados diretamente na boca, dando uma amostra de que tudo pode acontecer, inclusive confusão.

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