PM admite falha em arrastão

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A Polícia Militar admitiu ontem a falha que permitiu que bandidos roubassem pelo menos 11 estabelecimentos comerciais na Rua Senador Pompeu, ao lado da Central do Brasil, na madrugada de segunda-feira. Apesar do reconhecimento, não foi anunciada a suspensão de nenhum policial enquanto a Corregedoria da corporação apura as responsabilidades.

“Houve um acionamento e uma viatura da PM foi para o local. Entrou em confronto com os marginais e depois eles foram embora buscar reforço. No entanto, esse retorno demorou demais. Por conta disso, o Comandante Geral da PM Wolney Dias entendeu como inadequada essa resposta operacional e determinou que a corregedoria atue diretamente para apurar os procedimentos daquela noite. A apuração do caso deverá ficar pronta em trinta dias”, afirmou o porta-voz da PM, major Ivan Blaz.

O alarme de uma loja disparou às 2h e uma viatura só chegou por volta da 3h, sendo que o 5º Batalhão fica a menos de um quilômetro do local. Além disso, segundo a PM, os agentes foram recebidos a tiros e saíram para buscar reforço, que só chegou após os bandidos terminarem o roubo no local por volta das 5h30.

Segundo comerciantes, o tráfico teria “proibido” até PMs do 5º BPM (Harmonia) de atravessar o Túnel João Ricardo, que liga a Central à Gamboa, após as 23h30, além de impedir o patrulhamento na Rua Barão de São Félix. Blaz afirmou que não sabia desta informação. “Tais ordens de criminosos, caso tenham vindo, são absurdas e afrontam o estado de direito. A PM não vai frear diante de tais bravatas”, afirmou o major.

Para quem precisa passar na região o medo é constante. “O que eles fizeram ontem (segunda), mostra que bandidos não têm respeito por ninguém”, disse a doméstica Elizangela Marinho, 37. “Conheço várias pessoas que já foram assaltadas aqui. É terra sem lei”, completou Alana Jorge, 35, segurança.

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