Polícia tenta prender policiais ligados ao tráfico

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A operação ‘Boi da Cara Preta’ do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), comandada pelo promotor Fábio Correia e da Polícia Civil, cumpriu mandados de prisão preventiva contra quatro policiais militares e um civil e contra 19 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas em Nova Iguaçu e Mesquita.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), os policiais recebiam dinheiro para não combater o tráfico de drogas na região. Eles também forneciam informações privilegiadas sobre operações programadas.

Ainda de acordo com a polícia, as comunidades de Aymoré, Inferninho e Três Campos são subordinadas e abastecidas pela facção criminosa que orienta o negócio diretamente dos complexos de Parada de Lucas e Vigário Geral, onde moram os chefes da facção. O lucro obtido pela venda de drogas é remetido para essas comunidades na capital.

Os policiais militares presos são Fernando Rodrigues Machado, Leandro Fernandes da Silva (Peter), Leonardo Souza Moreira e o policial civil Vitor da Silva Gonçalves, na 56ª DP (Comendador Soares). O PM Luciano Leal, do 20°BPM (Mesquita) está foragido. Segundo o promotor Fabio Correia, do Gaeco, a pena pode chegar a 20 anos para os policiais envolvidos.

Chefes da quadrilha 

A investigação apontou, ainda, que a quadrilha era comandada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão; Jorge Diego Cardozo Martins; e Rodrigo Ribeiro da Silva.

Dez crianças e adolescentes que atuavam como vapores, olheiros e sintonias (os últimos, responsáveis pelo contato com policiais para pagamento de propina) foram identificadas.

O MP, por meio da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Nova Iguaçu, encaminhou à Justiça uma representação socioeducativa pela prática de fatos análogos a associação para o tráfico de drogas e corrupção ativa. Também foi deferida a apreensão dos jovens e a decretação da internação provisória.

 

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