Nova Iguaçu recebe Segurança Presente com 96 PMs e civis das Forças Armadas

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Wilson Witzel na inauguração do Segurança Presente. Policiais se perfilam durante a cerimônia em Nova Iguaçu/Cristina Boeckel/G1/

Cidade é a primeira da Baixada a receber programa desenvolvido pela secretaria de Governo e Relações Institucionais. Ação contará com 96 agentes fixos entre PMs e egressos das Forças Armadas

Primeira cidade da Baixada Fluminense a receber o programa Segurança Presente, desenvolvido pela secretaria de Governo e Relações Institucionais, Nova Iguaçu ganha um reforço contra a violência nas ruas do centro comercial. A operação contará com 96 agentes fixos, entre PMs e egressos das Forças Armadas. Além disso, todos os dias serão disponibilizadas 37 vagas para policiais militares que queiram trabalhar na folga.
A solenidade de inauguração contou com a presença do governador Wilson Witzel e diversas autoridades, entre as quais o prefeito da cidade, Rogério Lisboa.
A ação vai contar ainda com três assistentes sociais que farão atendimentos na base, no Centro do município. O prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, disse que espera reduzir os índices de roubos e furtos no município com o projeto. E outras duas unidades estão previstas até o fim do ano.
A expansão do programa para a cidade é uma parceria do governo estadual com a Prefeitura de Nova Iguaçu. Além do Centro, outras duas unidades serão implantadas no município até o fim do ano (Austin e Miguel Couto). Essa é segunda base fora da capital fluminense. A primeira foi Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde também há uma parceria do governo estadual com a prefeitura.

Investimento de cerca de R$ 22 mil
Segundo Lisboa, a prefeitura investiu cerca de R$ 22 mil (entre coletes e instalação da base) e ficará responsável pela manutenção da base, que deve custar entre R$ 40 mil e R$ 50 mil por ano.
Segundo ele, câmeras, capacetes e giroflex custaram cerca de R$ 35 mil e foram doados pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), e o investimento do governo do estado seria de R$ 1,5 milhão mensais – ou R$ 18 milhões/ano – somente nesta base do Centro. A operação funcionará diariamente, das 8h às 20h,.

Cadáveres no colo dos direitos humanos
Witzel criticou os “defensores de direitos humanos”, a quem culpou pelas mortes, esta semana, de seis jovens atingidos por balas perdidas. “Quando eu digo que quem está de fuzil tem que ser abatido, levantam-se vários defensores de direitos humanos; aí quando eles (bandidos) matam inocente, levantam a foto do inocente, dizendo que foi a polícia que matou”, afirmou.
Ele voltou a questionar a autenticidade das mais de 1,5 mil cartas e gravuras de crianças moradoras da Maré, enviadas ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A ação, uma iniciativa da Redes da Maré, cobra ao órgão que reavalie o arquivamento de processo que estabeleceu medidas para proteger a população do conjunto de favelas.
“Nós vamos avaliar se aquelas gravuras realmente foram feitas por crianças. Até porque, quem conhece e estuda o crime organizado, como eu conheço, sabe que o crime organizado é capaz de tudo”, destacou, afirmando que a região vive um “estado de exceção”.

ONG rebate Witzel e TJ-RJ
Em nota, a ONG Redes da Maré respondeu ao questionamento do governador e do presidente do TJ-RJ, Cláudio de Mello Tavares, em relação a autenticidade das missivas. “Essas cartas descrevem a dura realidade, o medo e as violências que atingem a população durante confrontos (…). A ideia de convidar os moradores a se manifestarem por meio de cartas surgiu no momento de busca de alternativas coletivas sobre como reagir com a notícia da suspensão da Ação Civil Pública – ACP. Uma conquista da população da Maré que, de fato, contribuiu para diminuir o número de homicídios na região”, escreveu a ONG, em nota.

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