‘Nós precisamos ter o nosso Guántanamo’, diz Witzel

Delegado Marcus Vinicius

 

Governador Wilson Witzel empossa o delegado Marcos Vinicius como secretário da Polícia Civil do Rio//Crédito – Foto: Nicolás Satriano/G1

 

Criada por George Bush
A prisão fica localizada na baía de Guantánamo, em Cuba, e foi criada no início do século 21 pelo então presidente George W. Bush após os ataques de 11 de setembro no World Trade Center, em Nova York. Em janeiro de 2002, 20 prisioneiros suspeitos de pertencer aos grupos extremistas Talibã e Al Qaeda em Kandahar, Afeganistão, foram levados para o local.

Novo secretário disse que vai trabalhar “24 horaws”
Marcus Vinícius entrou na Polícia Civil em 2002 como inspetor de polícia. Em 2003, tomou posse como delegado e atuou nas delegacias de Santa Cruz e de Bonsucesso. No mesmo ano foi designado delegado-assistente da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
Antes de ser nomeado secretário pelo governador Wilson Witzel, o delegado atuou como diretor de Polícia Especializada (DGPE). Marcus Vinícius chefiou diversas delegacias especializadas, como a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), em 2007, a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) de 2008 a 2010, a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), em 2011 e a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), em 2014.
Ele também atuou em unidades distritais. Foi titular da 20ª DP (Vila Isabel) e, antes, na 16ª DP (Barra da Tijuca), no período de março 2015 a maio de 2017. Marcus Vinícius também foi delegado de Polícia Civil do Estado do Paraná antes de entrar para a Polícia Civil do Rio.
Já como secretário de Polícia Civil, Braga afirmou que trabalhará “24 horas” e todos os dias, e ressaltou que nada na corporação é fácil. “Não estamos aqui para fazer o fácil. Na Polícia Civil nada é fácil. Existimos para fazer o que tiver que ser feito. Tudo para o bem da sociedade.”

Delegado Giniton Lages, foi titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense

Responsável por investigação do caso Marielle é mantido
O governador Wilson Witzel afirmou que vai manter no cargo o delegado Giniton Lages, titular da Divisão de Homicídios da Capital, responsável pela investigação da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, em março de 2018.
O novo Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa terá mais policiais e mais estrutura, segundo o governador. A criação do departamento foi antecipada pelo G1. “Quero parabenizar o delegado Giniton, que está comandando esse inquérito, o MP do Estado do Rio fazendo esforço gigantesco. Eu não tenho intenção, não é atribuição como governador para orientar delegados, muito menos promotores no exercício do seu mister. Eu posso colaborar”, disse Witzel.
O investimento nas delegacias do Departamento de Homicídios incluirá monitoramento eletrônico das áreas com mais mortes violentas.
“Aumentar número de policiais, aumentar capacidade de realizar perícia para dar a ela instrumentos para a investigação rápida, eficiente, e que o MP possa denunciar com agilidade crimes de homicídio. E com isso vamos combater todos os homicídios”, disse o governador.
Na primeira reunião do secretariado, com 647 propostas para os primeiros 100 dias de governo, as ideias para a Polícia Civil incluem um plano de operações integradas para reprimir os roubos de carros e de cargas no estado e um projeto-piloto de registro de ocorrência online pela Polícia Militar, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Com isso, os PMs poderão fazer o R.O já na rua.

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