Moradores pedem paz em manifestação no Complexo da Maré

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A rotina frequente de violência que já matou 18 pessoas nos primeiros quatro meses deste ano no Complexo da Maré deu espaço à flores brancas, manifestações artísticas, culturais e um grito de paz, na tarde desta quarta-feira, no conjunto formado por 16 favelas, na Zona Norte do Rio. Moradores, artistas, políticos, movimentos sociais, além de lideranças religiosas e comunitárias participaram da “Marcha contra a Violência”. De acordo com o Fórum Basta de Violência! Outra Maré é possível, organizador do ato, cerca de quatro mil pessoas participaram da manifestação.

“Foi histórico. Hoje os fuzis baixaram e deram lugar às flores carregadas pelas crianças”, disse a vereadora e também moradora do conjunto de favelas, Marielle Franco (Psol). O ato teve duas concentrações uma no Parque União e outra no Conjunto Esperança, os dois grupos de manifestantes se encontraram na Rua Evanildo Alves, próximo à Lona Cultural Hebert Vianna.

“Foi importante tenha acontecido ali, pois esta via é considerada uma ‘Faixa de Gaza’, porque fica entre dois grupos armados rivais’, afirma a vereadora. No local, foi lida a carta política do ato, artistas da Maré fizeram apresentações musicais e de dança e mães que perderam seus filhos para a violência deram depoimentos.

A marcha também contou com alunos das escolas do complexo de favelas. Os estudantes seguravam faixas e cartazes onde pediam o direito à vida e o fim do preconceito com os moradores de favelas. Muitos artistas também participaram da manifestação, entre os atores presentes, estavam Caio Blat, Enrique Díaz, Mariana Ximenes, Maria Luísa Mendonça, Mariana Lima, Patricia Pillar, Zezé Polessa, Beth Gofman, Camila Pitanga, Paula Burlamaqui e Igor Angelkorte.

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