Médica que omitiu socorro tem anotação criminal por caso semelhante, em 2010

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A médica Haydee Marques da Silva, de 59 anos, que omitiu socorro a Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 anos e 6 meses, na manhã da última quarta-feira, já tinha uma anotação criminal por caso semelhante, em 2010, na Polícia Civil. A informação é da delegada Isabelle Conti, da 16ª DP (Barra da Tijuca), Zona Oeste do Rio, que investiga o caso. A criança, que sofria de uma doença neurológica, morreu 1h30 depois, esperando outro atendimento médico.

De acordo com Isabela, a anestesista e clínica geral se recusou a atender uma paciente que queria fazer um exame de tomografia.

– A paciente se exaltou e a médica, indignada, chegou a arranhar a vítima. Isso foi em uma unidade de saúde no bairro de Todos os Santos, na Zona Norte do Rio. O caso foi para o Ministério Público e foi oferecido a ela uma transação penal, ou seja, uma pena alternativa. No entanto, ela não cumpriu as medidas impostas pela transação penal. O processo prescrever pelo tempo decorrido – contou a delegada.

A doutora Isabela Conti ouve, na manhã desta sexta-feira, as testemunhas do ocorrido: motorista Robson Oliveira, de 50 anos, a técnica de enfermagem que estava com a família no apartamento e um dos porteiros que presenciou a omissão da médica.

– Haydee está sendo investigada por homicídio culposo, mas, com novas provas, pode ser convertido em homicídio doloso a qualquer momento. Isso se ficar caracterizado que ela fez com intenção – adianta a delegada, acrescentando que, se for comprovado que o documento que a médica rasgou dentro da ambulância, era oficial, com assinatura da empresa onde trabalhava (Cuidar Emergências Médicas), ela também pode ser indiciada por outro crime, o de supressão de documentos.

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