Médica que omitiu socorro a menino de 1 ano chega para depor em delegacia

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Aguardada para prestar depoimento, a médica Haydee Marques da Silva, de 66 anos, que não socorreu o pequeno Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e 6 meses, na última quarta-feira, chegou na 16ª DP (Barra da Tijuca), na manhã desta segunda-feira, para contar sua versão dos fatos. Ela não quis falar com a imprensa.

Em entrevista exclusiva ao Extra neste domingo, Haydee admitiu que não atende crianças. Ela conta que saiu do condomínio onde o menino morava com os pais, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, após discutir com o motorista da ambulância.

Breno, que sofria de uma doença neurológica chamada síndrome de Ohtahara (uma epilepsia muito severa), morreu uma hora e meia depois, esperando outro atendimento médico.

— Quando me passaram o atendimento, na porta do condomínio, eu vi o nome, o plano, a idade e o que o paciente tinha. E eu disse que não ia atender por ser uma criança muito pequena e que já tinha um profissional de saúde (técnica de enfermagem do Home Care) em casa, sem falar que não era um caso grave. Não atendo criança. Isso não foi omissão de socorro, já que não era um caso grave. O menino não faleceu imediatamente, morreu só depois de uma hora e meia — justifica a médica, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1978.

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