Indio da Costa é preso pela Polícia Civil em Operação contra fraude nos Correios

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Ex-deputado federal integrava esquema de fraude que tinha preço de até R$ 250 mil por mês para cargos altos nos Correios. Foram expedidos pela 7ª Vara Federal de Florianópolis 12 mandados de prisão

A Polícia Federal prendeu na manhã de ontem o ex-deputado, ex-candidato a prefeito do Rio e ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra em 2010, Índio da Costa. Ele foi um dos detidos no âmbito da Operação Postal Off, deflagrada para desarticular um grupo criminoso que praticava fraudes nos Correios.
O ex-parlamentar, que também foi relator da Lei da Ficha Limpa, em 2010, teve a prisão preventiva decretada pela 7ª Vara Federal de Florianópolis. Além dele, outras 11 pessoas foram presas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo as investigações, o esquema de fraude tinha preço de até R$ 250 mil por mês para cargos altos.

Um batalhão de 110 policiais federais
Participam da operação cerca de 110 policiais federais para o cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão são cumpridos São Paulo nas cidades de Tamboré, Cotia, Bauru e São Caetano. Além de um mandado de prisão temporária e um mandado de busca em Belo Horizonte (MG).
Segundo a PF, a investigação começou em Santa Catarina, em novembro de 2018, após indícios da atuação criminosa de grupos localizados em São Paulo e no Rio de Janeiro, que contavam com a participação de funcionários dos Correios para distribuir cargas postais sem cobrança ou com faturamento inferior ao devido.
Entre os suspeitos investigados no esquema, que resultou no prejuízo de ao menos R$13 milhões à empresa, pela polícia estão funcionários dos Correios, empresários e agentes políticos. A pedido da PF, os investigados tiveram bens bloqueados pela Justiça. Eles poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, estelionato, crimes tributários, lavagem de dinheiro, concussão e formação de organização criminosa.

Bloqueios de contas bancárias e bens móveis e imóveis
Ainda de acordo com as investigações da PF, uma das principais modalidades de fraude ocorria mediante identificação de grandes clientes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), os quais eram procurados pelos investigados com a oferta de que rompessem os contratos com a referida empresa pública e passassem a ter as encomendas postadas por meio de contratos mantidos entre as empresas do grupo criminoso e a EBCT.
Para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados aos Correios, foram determinados bloqueios de contas bancárias e bens móveis e imóveis, incluídos carros de luxo e duas embarcações, sendo uma delas um iate avaliado em R$ 3 milhões. Com as medidas, a expectativa da PF é que seja efetivado o bloqueio de R$ 40 milhões dos investigados. Os Correios informou em nota que colabora com as autoridades.

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