Greve atravessa ano letivo em Nova Iguaçu e deixa quase cinco mil alunos fora de sala

Profissionais da Educação cobram do prefeito solução para atrasos de novembro, dezembro e metade do décimo terceiro Foto: Cléber Júnior / Extra

Profissionais da Educação cobram do prefeito solução para atrasos de novembro, dezembro e metade do décimo terceiro Foto: Cléber Júnior / Extra

Cerca de 15 quilômetros separam Maria Eduarda Francisco Avelino, de 16 anos, da sala de aula. Moradora do bairro Valverde, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, ela vai cursar o 8º ano na Escola Municipal Monteiro Lobato, no Centro.

Na unidade, assim como em outras seis escolas do município, o ano letivo ainda não começou. Ao todo, são 4.880 alunos fora de sala. Sem receber os meses de novembro, dezembro e a metade do décimo terceiro, os profissionais da Educação entraram em greve no último dia 2. Eles receberam a promessa do prefeito Rogério Lisboa de que uma proposta para o pagamento dos salários seria apresentada até o último dia 25, o que não ocorreu. Nesta quarta-feira, a partir das 8h, decide em assembleia se continua ou não a greve. Só na Monteiro Lobato, são cerca de 1.800 alunos fora de sala.

No Centro de Ações Integradas Castorina Faria Lima (Caiesp), no bairro Monte Líbano, cerca de 190 alunos especiais estão sem aula. A dona de casa Maria Auxiliadora Caetano, de 66 anos, disse que as classes comprometem o desenvolvimento da filha, Carla Caetano, de 42 anos, que tem deficiência física e mental.

Na Escola Municipal Monteiro Lobato, 21 terceirados da Empresa Iguaçu de Manutenção e Serviço (Eims) vão fazer uma paralisação hoje. São auxiliares de serviços gerais e porteiros que estão sem receber salário há dois meses.

 

Leia a resposta da Prefeitura de Nova Iguaçu

Dia 21 de janeiro, a Prefeitura de Nova Iguaçu pagou o salário de janeiro. No dia 30, pagou um terço das férias. Em 3 de fevereiro, pagou a metade do décimo terceiro. A outra metade será paga dia 20 de março. O salário de fevereiro será pago em dia. Para quitar os atrasados (novembro e dezembro), o município está buscando novas fontes de receita.

Todos os contratos da prefeitura estão sendo revistos e renegociados. Como o caso do fornecedor das máquinas de xérox (que custam para a Prefeitura R$ 30 mil por mês) e da empresa que presta serviço de limpeza. A Secretaria de Educação está fazendo um levantamento do almoxarifado de todas as unidades escolares, que desde 2015 não realizavam prestação de contas. A partir dos dados levantados, serão providenciados os materiais que faltam em cada escola.

Temos 139 unidades escolares e somente sete estão paralisadas. Isso significa 259 professores fora de aula e 4.880 alunos, dos 67.045, sem aulas. A rede municipal de ensino possui seis mil professores, ou seja, 5% aderiram à paralisação.

Via: Extra

 

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