Funcionários protestam contra situação precária do Hospital Albert Schweitzer

greve

Em greve desde a última terça-feira (16), os funcionários do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, fizeram um protesto neste fim de semana na porta da unidade. Eles estão com salários atrasados e somente casos graves estão sendo atendidos na emergência.
Irene Arruda, de 80 anos, foi levada pelos filhos para a emergência do hospital na manhã do último sábado (20). Desorientada e com muita dor, ela não conseguia atendimento. Somente depois de um pedido desesperado dos filhos, os médicos concordaram em avalia-la.
O hospital está funcionando com metade da capacidade. Neste final de semana, a situação ficou ainda pior. Dois andares inteiros do hospital fecharam por falta de material e de gente para atender.
Os funcionários também denunciam que o setor de pediatria que atende bebês de até 2 anos foi reduzido – seis leitos estão bloqueados e não há equipe suficiente para cuidar das crianças.
Ao longo da última semana, funcionários interromperam parte do serviço em várias UPAS e hospitais da rede municipal pelo mesmo motivo de atraso no pagamento dos salários.
A direção do Hospital Albert Schweitzer confirma que a prioridade no atendimento é para os casos mais graves. Já a Secretaria Municipal de Saúde mantém envio de mensagem padrão sobre a crise na saúde da cidade: diz que trabalha em parceria com a Secretaria de Fazenda pra organizar as contas e fazer os repasses às organizações sociais que administram hospitais e UPAs do município, mas não deu prazo quando isso vai acontecer.

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