Funcionários denunciam abandono em hospital de Nilópolis

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A crise na saúde do Rio de janeiro tem se agravado a cada dia. Funcionários do Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis, denunciam a falta de insumos básicos e dizem que até seringas estão sendo reaproveitadas.

De acordo com a reportagem do Bom Dia Rio, papeleiras estão sem papel para secar as mãos, saboneteiras sem sabonete, pacientes e médicos estão lavando as mãos só com água e as gavetas onde deveriam estar materiais de trabalho para médicos e enfermeiros, vazias.

Na UTI Neonatal, que fica no segundo andar do hospital, há uma ala que foi desativada há 15 dias e está com equipamentos parados, fora de uso. Ela deveria ser utilizada para o tratamento de bebês prematuros e de bebês que apresentam algum tipo de problema.

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“A gente chega lá para atender os pacientes e é uma sujeira. Não tem roupa de cama desde o dia 17 e às vezes a gente chega para trocar o paciente, o paciente está sujo porque não tem lençol, sujo mesmo, de fezes e urina. E estamos sem luva, a luva está sendo contada. A gente às vezes tem que usar a mesma luva para tratar os pacientes todos. As seringas estão sendo contadas também. A gente tem que fazer reaproveitamento de seringas, entendeu?”, denunciou uma funcionária que não quis se identificar.

Questionada sobre os problemas no hospital de Nilópolis, a Secretaria Estadual de Saúde disse que o Centro de Tratamento de Queimados, a maternidade e a UTI adulto estão funcionando sem desassistência dos pacientes. Além disso, afirmou que as cirurgias eletivas serão reagendadas. A secretaria justificou as dificuldades na gestão alegando que está trabalhando com 40% do orçamento total previsto para a pasta.

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