DH-Baixada fecha o cerco contra a milícia que atua em municípios da região

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Delegado Moisés Santana Foto: Rafael Nascimento de Souza / Agência O Globo

Polícia Civil faz operação contra grupo paramilitar que atua na Baixada Fluminense. Entre os presos está ex-subsecretário de Obras em Nova Iguaçu

Uma operação da Polícia Civil contra a milícia que aterroriza a Baixada Fluminense prendeu três suspeitos de integrar o grupo paramilitar. Um dos presos pelos agentes da Divisão de Homicídios (DHBF) é Marcos Antonio do Santos Amaral, o Marquinho Alemão, que também vai responder por porte ilegal de arma de fogo.

Segundo as investigações conduzida delegado Moisés Santana, titular da especializada, Marquinhos é um dos chefes da milícia de Austin. O outro preso é o ex-secretário de Obras de Nova Iguaçu, Jeferson Ramos de Oliveira. Segundo as investigações, ele faz parte do grupo paramilitar que atua em Austin, em Nova Iguaçu, e disputa o controle pelo território. Além dele, foi preso Demétrio Menezes Barbosa, suspeito de chefiar a milícia do bairro Aliança, em Nova Iguaçu. Segundo as investigações, ele é apontado como responsável pela cobrança de transporte alternativo e sinais clandestinos de TV a cabo na região.

Ele havia sido preso em 2016 durante operação para combater o grupo organizado por um subtenente da Polícia Militar. Demétrio é irmão de Leandro, conhecido como “Batata da Aliança”, que também é apontado por chefiar a milícia da área.

Dois assassinatos em Austin
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram há cerca de dois meses após os homicídios de Bruno Tavares Ribeiro, de 21 anos, e Maicon José Jovem de Oliveira, de 26. Eles, que faziam parte do grupo paramilitar, foram executados após uma disputa por pontos de mototáxis na região de Austin. Seus corpos foram encontrados com marcas de tiros no Arco Metropolitano no dia seguinte.

Polícia busca provas
Santana informou ainda que Bruno foi o responsável por participar da chacina do bar London, que deixou três mortos e vários feridos na região.
Segundo o delegado, Marquinhos do Alemão, que seria um dos líderes da milícia da região, tinha uma estreita relação com Jeferson: “Ambos têm uma relação muito forte e estreita com a milícia. Vamos instaurar um inquérito de organização criminosa para apurar os serviços que eles exploravam”, afirmou Santana.

Agentes da especializada estão em diversos municípios. Um dos endereços é em Austin, em Nova Iguaçu, onde os milicianos são acusados de diversos homicídios. Os policiais estão atrás de provas contra paramilitares que veem aterrorizando cidades como Belford Roxo, Nova Iguaçu e Queimados.

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