Delegacia de Homicídios acha cemitério clandestina da milícia em Itaboraí

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Espada samurai apreendida pela polícia em Itaboraí e que seria usada pela milícia local para exterminar os inimigos/Reprodução

Agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) encontraram na manhã de ontem um cemitério clandestino em Itaboraí, na Região Metropolitana. As investigações apontam que o local seria usado pela milícia que atua na região. Na última quinta-feira, o grupo paramilitar foi alvo da Operação Salvator, que prendeu 42 suspeitos de ligação com a quadrilha.
Há a suspeita de que a quadrilha, comandada por Orlando Curicica, matou pelo menos 50 pessoas desde sua implementação na cidade, em janeiro de 2018, e sumiu com os corpos. Já foram encontrados corpos e ossadas no terreno, na zona rural de Itaboraí. Segundo a polícia, rivais ou vítimas da milícia de Itaboraí eram chamadas de “discos voadores”, por desaparecerem de uma hora para outra sem deixar rastro.

Milicianos falam de comprar fuzis e de execuções
A especializada divulgou ontem áudios conseguidos por meio de interceptações telefônicas feitas pela polícia. Em parte deles, é possível escutar milicianos falando sobre a chegada de novos fuzis e até de uma execução cometida pelo grupo.
No primeiro áudio, com cerca de 12 segundos de duração, um membro do grupo diz: “fica tranquilo rapaziada, que a gente já tá chegando do Rio já com fuzil novo aí, mano. Eu BN e o 2D já estamos chegando com o fuzil aí, valeu?”. O BN e 2D, citados pelo miliciano, são: Bruno Monteiro de Mendonça e Eduardo da Conceição Mendes Ferreira, o Dudu, respectivamente.
Em outra ligação, um membro do grupo fala com uma pessoa, que inicialmente não tem relação com as investigações, e acaba falando de uma execução que ele cometeu. “…no dia em que eu fui lá, matei o moleque…passei com duas pistola e mais na frente arregacei o maluco…”, diz.

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