De mentiroso para mentiroso

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Alvos de supostos atentados, políticos da Baixada chamam a atenção da mídia ao relatar que possíveis crimes teriam relação com atividade pública e podem responder por falsa comunicação

A onda de ataques tendo como alvos políticos da Baixada Fluminense esconde nas sombras os verdadeiros motivos das ocorrências, deixando no ar que algo cheira mal. Não satisfeitos, fazem do episódio um dramalhão mexicano para o caso parecer mais convincente ainda.
Parece que o que vale é chamar atenção. Agora tudo é crime político e enfeitar o pavão pode até render popularidade e, consequentemente, mais votos. Entretanto, um dia a máscara cai e desvio de caráter vem a tona a desmoralização e o teatro descoberto. Em Belford Roxo, por exemplo, os casos se acumulam nas memórias dos computadores da Polícia Civil, que investigam as reais motivações para tantas tentativas de homicídios.

História para mentiroso
Não se engane, leitor, se a vitma por um político conhecido por seu histórico de contar história para mentiroso. A reportagem do Hora H não afirma, pois não tem autoridade para tal, mas lança no ar dúvidas que devem ser esclarecidas. Até porque, a verdade dos fatos é o que vale e dois exemplos merecem atenção.
Em março deste ano, o vereador Júlio César Lourenço da Silva, o Bill da Piscina (PTN) foi baleado quando estava com um sargento da Polícia Militar. O ataque aconteceu no Parque Suécia quando um carro e um motociclista se aproximaram e atiraram. Qual seria a motivação? Política? O caso segue sendo investigado sob sigilo.
O último caso é mais emblático e curioso. Envolve o presidente do PSL de Belford Roxo, Júnior Cruz, de 37 anos. Alvo de bandidos armados quando passava de carro com a esposa e um amigo, na Avenida Brasil, na altura de Acari, Zona Norte do Rio, na noite do último domingo, ele disse à polícia acreditar em crime político.
Em relato à Polícia Civil, o pré-candidato a prefeito de Belford Roxo contou que o veículo dele foi fechado por um Chevrolet Onix prata e três homens armados de fuzil e pistolas já saíram do carro atirando. Cruz afirma que houve troca de tiros, mas ninguém se feriu. Impressiona é fato do carro está com o parabrisa todo furado e os ocupantes sairem ilesos, sem um arranhão. A questão a ser lançada no ar é: se o trio teria sido contratado para executar a missão, porque não fez? Até que ponto a verdade dos fatos contada por Júnior são transparentes? E quem teria interesse em eliminá-lo. É bom que se esclareça a veracidade do ocorrido para a vítima no caso em questão não incorra em falsa comunicação de crime.

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