Com menos seis, deputados são empossados em sessão na Alerj

Posse na Alerj

 

Governador Wilson Witzel e seu vice Claudio Castro participaram da solenidade que lotou a Alerj/Divulgação

Em cerimônia no Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa (Alerj), os deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro foram empossados na tarde de ontem. Seis dos parlamentares eleitos estão presos e, por esse motivo, não
participaram da cerimônia. Uma reunião da Mesa Diretora deverá decidir hoje como fica o mandato deles deputados na nova legislatura.
O governador Wilson Witzel e o vice Claudio Castro participaram da solenidade, que começou às 15h30, e foi presidida pelo deputado André Ceciliano (PT), presidente em exercício da Alerj.
No discurso de abertura, Ceciliano, destacou a renovação da Alerj. “Hoje, lhando para esta Casa – renovada em mais de 50%  – tenho também renovada a certeza de que a confiança depositada em todos nós pelo povo fluminense será correspondida com muito trabalho.” declarou.
Na abertura da solenidade, a Casa ficou de pé para prestar uma homenagem ao deputado Wagner Montes (PRB), que morreu no Rio na semana passada. Ele foi deputado estadual em três legislaturas e eleito para a Câmara Federal em outubro passado.

Governador pede união
Em seu discurso, o governador Wilson Witzel pediu união e ética. “Podem ter certeza de que o relacionamento do governo do estado com essa Casa[Alerj] será pautado pela moral e pela ética. Não fui eleito por todos, mas vou governar para todos.
Venho pedir uma união construída no consenso, mas não no silêncio.”
Ele lembrou em outro trecho do discurso a necessidade de reconstrução e respeito às instituições.

Deputados presos ausentes
Cinco dos parlamentares foram presos na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no RJ. São eles: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB).
O sexto deputado eleito impedido de ser empossado é Anderson Alexandre (Solidariedade), ex-prefeito de Silva Jardim, preso em novembro durante uma operação do Ministério Público Estadual.
Dos seis, Chiquinho da Mangueira foi o único que deixou a cadeia no dia 16 de janeiro por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, ele está em prisão domiciliar e uma das medidas cautelares imposta pela Justiça é o uso de tornozeleira eletrônica.
Embora eleitos, a Justiça negou nesta quinta-feira (31) o pedido de dois deles, Marcos Abraão (Avante) e Luiz Martins (PDT), para que deixassem a prisão e pudessem ir à solenidade de posse. Caso não assumam os cargos em 60 dias, eles correm o risco de perder o cargo.

Deputado eleito Renan Ferreirinha (PSB) exibe o diploma da posse durante solenidade na Alerj

Demonstração de indignação
O deputado estadual eleito Renan Ferreirinha – PSB (foto) demonstrou indignação com a possibilidade de os seis deputados eleitos presos acusados de corrupção, cinco deles alvos da Operação Furna da Onça, tomarem posse em seus mandatos na Alerj.
“Não dá para ser deputado preso indefinidamente. Ou são presos ou são deputados. O Rio de Janeiro precisa virar a página, precisa dar uma guinada ética em todas as suas práticas, sobretudo na política”, afirmou Ferreirinha.
“Pelo jeito vai prevalecer o conchavo político, infelizmente. Sou contra que a Alerj emposse essas pessoas”, acrescentou o deputado, que toma posse logo mais como o mais novo parlamentar do Estado do Rio de Janeiro. Ferreirinha, 25, é formado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. É um dos fundadores do Movimento Acredito e do Mapa Educação.

Fonte: G1

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