Ciclovia Tim Maia é saqueada e continua com obras inacabadas

Rio de Janeiro - Trecho da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, desaba após forte temporal que atingiu a capital fluminense na madrugada de hoje (15). (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Depois de mais de dois anos após a queda de um trecho da Ciclovia Tim Maia, a obra, que deveria ser legado olímpico, está sendo destruída e saqueada.
Localizada ao longo da Avenida Niemeyer, a ciclovia de 7km e R$44 milhões, que deveria ligar a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, ao Leblon, na Zona Sul do Rio, permanece com vários trechos interditados.
Do Vidigal à Praia de São Conrado, a pista está fechada desde abril de 2016, ano da interdição da obra, quando duas pessoas morreram após uma onda derrubar parte da pista durante uma ressaca.
Da Praia de São Conrado até o fim da pista na Barra, a ciclovia também está interditada desde que parte da pista afundou em fevereiro deste ano. A obra que iria refazer a galeria de águas pluviais, em São Conrado, deveria ter sido entregue em setembro de 2018, mas o local continua interditado e sem conclusão dos reparos.
Além do problema imposto por pedestres e ciclistas que ultrapassam as áreas sinalizadas com faixas, cadeados e placas de concreto, cerca de 1.2km do guarda corpo de alumínio, avaliado em R$1 milhão, vem sendo roubado desde outubro do ano passado.
A Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente prevê a reposição da proteção, mas de resina. O material, no entanto, ainda passa por avaliação orçamentária e testes. Cerca de 65% das obras da galeria estão concluídas e o atraso se deve à alta complexidade do serviço, ainda segundo o órgão, que não especificou uma data para término da obra.

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