Capoeira dita o ritmo em Queimados

Queimados terá aulas de capoeira no CEU (4)
Foto: Divulgação

O gingado irresistível da capoeira tomou conta do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), no bairro São Roque, em Queimados, na Baixada Fluminense. Um evento realizado na tarde do último sábado sábado (20) reuniu cerca de 100 pessoas para a troca de cordel dos capoeiristas que fazem parte do projeto Viva Melhor, do bairro Santo Expedito. Com tanto sucesso, a secretaria municipal de Cultura e Turismo vai expandir as aulas e, a partir de março, a modalidade será também será oferecida no local.
Cerca de 30 capoeiristas de todas as idades trocaram de cordel (tipo de graduação da capoeira). O projeto existe há cerca de dois anos no bairro Santo Expedito e tem mudado a vida de crianças, adolescentes e adultos no local. “Estendemos que a capoeira é um instrumento social, uma forma de inclusão, por isso tem feito a diferença na vida de muitos”, disse Roberto Pequeno, o mestre Aguerê, responsável pelo “Viva Melhor”.
As inscrições para o curso de capoeira serão abertas logo após o carnaval e vai ser realizado às terças, quintas e sábados, para pessoas a partir de sete anos de idade. Agora, o CEU oferecerá 24 atividades a população e vai abrir para 2018 mais de mil vagas no total.

“Atividades mudam a realidade da população”

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Marcelo Lessa, ressalta a importância da inclusão da capoeira para a população: “Nós estamos conseguindo mudar a realidade de muitas pessoas com os diversos cursos que oferecemos e os capoeiristas vão chegar para somar. É um projeto muito bacana. Outra novidade é que o prefeito Carlos Vilela me deu carta branca para levarmos outros cursos para a população do Santo Expedito e adjacências, com o objetivo de preparar jovens e adultos da localidade” disse.
Não há idade para jogar capoeira. O pequeno Caio Gonçalves, de apenas 9 anos, também recebeu o cordel. Ele mora no Santo Expedito e, segundo sua mãe, Samara Gonçalves, ele gosta muito de participar das atividades: “Ele é pequeno ainda, mas quando chega o dia das aulas ele fica muito feliz. Não faz as aulas forçado, faz porque gosta”, disse.

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