Calote de prefeito impede abertura de maternidade em Queimados

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Operários trabalham nas obras da maternidade: a passos de tartaruga/Reprodução

Embora já tenha gasto cerca de R$ 2 milhões no que chama de obras e adaptação, a Prefeitura de Queimados, na Baixada Fluminense, ainda não inaugurou o hospital-maternidade que prometeu entregar à população até setembro de 2018. O hospital era para estar funcionando no antigo prédio da Casa de Saúde Bom Pastor, que foi desapropriado em 2015, mas ainda não foi pago.
O prefeito Carlos Vilela chegou a afirmar em julho do ano passado que o município tinha o dinheiro em caixa para quitar a dívida da desapropriação. Só não disse quanto a Prefeitura deve nem porque não efetuou ainda o pagamento. Antes a alegação era de que faltava a avaliação judicial para definir o valor a ser pago.
No dia 10 de julho do ano passado o prefeito Carlos Vilela fez uma visita técnica nas obras de reforma, modernização e ampliação do hospital-maternidade, que estariam 70% concluídas.
Pelo projeto a unidade teria 42 leitos de internação, dois centros cirúrgicos – um para parto, outro para cirurgias eletivas –, diversas enfermarias, rampa de acesso e elevador nos três pavimentos, com capacidade para fazer 500 partos por mês.
“Avançamos bastante em relação a inspeção anterior. Não vemos a hora de entregar essa maternidade para as nossas mamães. Será uma maternidade regional, ou seja, vai atender Queimados e as cidades vizinhas. Além disso, faremos cirurgias eletivas que representam hoje uma demanda de cerca de 7 mil moradores da nossa região”, afirmou o prefeito na época, explicando que também seriam feitas cirurgias eletivas, como remoção de miomas, histerectomia (retirada do útero) e laqueadura com planejamento familiar, além de oferecer todos os componentes da Rede Cegonha, como pré-natal, parto e nascimento, cartório para registro de nascimento e laboratório para exames de rotina.

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