Após incêndio, funcionários do Hospital de Bonsucesso vão ficar afastados por um mês a partir de 1º de novembro

A patient is carried on a stretcher during a fire at the federal hospital of Bonsucesso in the north zone of Rio de Janeiro, Brazil, October 27, 2020. REUTERS/Ricardo Moraes

Pacientes foram retirados às pressas do Hospital Federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio/Reginaldo Pimenta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Os funcionários do Hospital Federal de Bonsucesso vão entrar de férias coletivas a partir do próximo domingo. o anúncio feito ontem pelo diretor do corpo clínico, Júlio Noronha. A unidade permanecerá fechada após incêndio que ocorreu na manhã da última terça-feira. A medida não se estende para 22 médicos da nefrologia e do transplante, que serão encaminhados para o Hospital da Lagoa para dar continuidade ao tratamento dos pacientes.

“Por conta da situação do hospital, eles confirmaram que vão fechar todo o hospital a partir do dia 1º de novembro. A situação dos terceirizados ficará a cargo de cada empresa”, contou o médico. Segundo ele, os cerca de 3.000 funcionários estatutários, ou seja, com vínculo empregatício diretamente com o HFB, ficarão afastados de suas funções por um mês. Por conta de risco de novos incêndios em outras áreas, a unidade permanecerá fechada por tempo indeterminado até que uma análise seja feita pelo Ministério da Saúde.

Pacientes transplantados
Noronha informou ainda que pacientes que fizeram transplantes recentes e que estão na fila para operações, serão encaminhados para os hospitais da Lagoa, na Zona Sul, e dos Servidores, no Centro. O diretor informa que 12 pacientes já foram transferidos para o Hospital da Lagoa, e os 8 pacientes que ainda faltavam ser transferidos, foram deslocados no começo da tarde de ontem. Também serão atendidos os cerca de 2.000 pacientes que já realizaram transplantes nos últimos 20 anos, que carecem de acompanhamento continuado.

Três pacientes que estavam internados na unidade morreram desde o começo do incêndio, notificado ao Corpo de Bombeiros. Ontem, mais de 24 horas após o começo do fogo, ainda havia fumaça saindo da estrutura.

Reunião com a PF
Júlio informou também que o diretor do HFB se reuniu com a Polícia Federal após os agentes não conseguirem realizar uma perícia no local.

“A Polícia Federal não conseguiu fazer a perícia, porque o Corpo de Bombeiros não liberou a entrada. Segundo os militares, ainda está quente o local. Existe uma fumaça preta que impede a perícia. Os bombeiros disseram que amanhã poderá ser liberada a entrada dos investigadores”, afirma. Segundo ele, houve, logo em seguida, uma reunião com a direção do HFB e ficou determinado que haverá colaboração.