Justiça decreta prisão de delegado por lavagem de dinheiro

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O delegado da Polícia Civil Fernando Cesar Magalhães Reis e os agentes da instituição José Luiz Fernandes Alves, Anderson Pinheiro Rios, conhecido como Jesus, e Diogo Ferrari, tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça nesta quarta-feira (3) pelo crime de lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, Reis teria omitido um apartamento na Barra da Tijuca e um carro. Anderson, por sua vez, teria ocultado ser o dono de um carro, registrado em nome de sua mãe, também denunciada. José Luiz celebrou contratos de empréstimos simulados e Diogo Ferrari adquiriu um apartamento em um condomínio de luxo em Macaé, no Norte Fluminense.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, outras 13 pessoas foram denunciadas pelo mesmo crime. Durante as investigações, os sigilos bancário e fiscal dos quatro acusados, das empresas de que são sócios e de pessoas a eles ligadas foram quebrados com autorização da Justiça.

Os quatro foram condenados em junho, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, extorsão mediante sequestro e agressão às vítimas. Eles foram considerados culpados de integrar uma quadrilha que extorquia dinheiro de empresários quando estavam lotados na Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA).

O esquema foi descoberto pelos promotores do Gaeco em abril de 2015, com a prisão do delegado Fernando Reis e José Luiz foram condenados a 97 anos de prisão cada um, enquanto Anderson foi condenado a 76 anos e 8 meses e Diogo, a 44 anos de cadeia.

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