Consumo regular de chocolate faz bem para o coração

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Um coração que parece que vai saltar do peito. Assim descrevem como se sentem alguns pacientes de fibrilação atrial, forma mais comum de arritmia cardíaca, que chega a atingir quase uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos. E embora eleve em até cinco vezes o risco de derrame cerebral e fortemente as chances de desenvolver insuficiência cardíaca, ainda não existem estratégias específicas para prevenção do problema. Uma doce opção, no entanto, pode ser o chocolate, aponta estudo liderado por pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA.

Na pesquisa, publicada ontem no periódico científico “Heart”, os cientistas avaliaram dados sobre a saúde de mais de 55 mil dinamarqueses de 50 a 64 anos participantes de um estudo populacional, monitorados por 13,5 anos — período no qual 3.346 foram diagnosticados com fibrilação atrial.

Cruzando os casos com informações sobre fatores de risco para doenças cardíacas; estilo de vida, como a prática de exercícios e tabagismo; e a dieta de cada um dos participantes, os resultados sugerem que o risco de sofrer arritmia era 10% menor entre os que consumiam de uma a três porções de 30 gramas de chocolate por mês.

 Risco até 14% menor

O benefício foi ainda maior para quem comia chocolate uma vez por semana, com uma chance 17% menor de ter fibrilação atrial, caindo para 20% menor com entre duas e seis porções semanais até se estabilizar em 14% menos para quem consumia uma ou mais porções de chocolate diariamente.

— Nosso estudo se soma ao acúmulo de evidências dos benefícios para a saúde do consumo moderado de chocolate e destaca a importância dos fatores comportamentais na diminuição do risco de arritmias — afirma Elizabeth Mostofsky, professora do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Harvard e líder do estudo.

Dividido entre os sexos, o estudo aponta que o maior benefício para mulheres está na ingestão de uma porção semanal de chocolate, com um risco 21% menor de ter fibrilação atrial. Já para os homens seria melhor de duas a seis porções, que trariam uma redução de 23% de desenvolver o problema.

Os próprios cientistas, no entanto, destacam que o estudo tem limitações. A começar, ele foi observacional, então não é possível fazer uma relação direta de causa e efeito entre o consumo de chocolate e a redução do risco de arritmia. Além disso, os participantes do estudo não detalharam que tipo de chocolate comiam, isto é, se ao leite, amargo ou outro, não permitindo saber qual quantidade das substâncias supostamente benéficas contidas no cacau, conhecidas como flavonóis, eles de fato ingeriam.

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